DE CORAÇÃO

Eu queria acreditar de coração que penso certas coisas que penso porque sou lúcido e realista.

E não porque sou cético.
E não porque sou amargo.
E não porque me engano.
E não por falta de opção.
E não por traumas mal resolvidos.
E não por tantos mal-entendidos.
E não por medo.
E não por ódio.
E não por conforto.
E não porque fujo.
E não porque finjo.
E não por ser inerte.
E não porque desisti.

Eu queria, de coração, acreditar que penso certas coisas que penso porque sou lúcido e realista, e não porque algo de bom em mim morreu.

Eu queria. De coração.
Mas ainda to na dúvida.

 

foto: neville-ross

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