MELOCOTON

Nem sempre é possível contar uma história com final feliz. Leia agora o resultado de uma investigação intensa que fiz nos últimos meses para desvendar o real fim do famoso ator e assistente de palco Melocoton. Receba:

eliana melo

A demissão do Bom dia & Cia, nos anos 90, foi um golpe maior do que Melocoton pôde suportar. Em depressão e falido, ele abandonou a higiene pessoal e tornou-se um ser agressivo e em constante delírio de superioridade. Um a um os amigos se afastaram, cansados dos rompantes de Melocoton, do abuso de álcool e suas recusas em aceitar ajuda profissional.

Melocoton não conseguia romper o ciclo em que estava. Sempre bêbado demais para trabalhar mesmo nos bicos mais ordinários, não demorou para a imobilária enviar o aviso de despejo caso o acerto dos alugueis atrasados não fosse depositado dentro de um mês.

Ele, então, passou a abusar ainda mais do álcool e se entregou a drogas mais pesadas como o chiclete da Maquininha de Chiclete da Eliana, o macarrão doce da Fabriquinha de Macarrão da Eliana e sorvete da Sorveteria da Eliana.

Um dia, bateram à porta. Com o que lhe restava de forças, Melocoton cambaleou até ela. Era Eliana.

“Olá, Melocoton”
“O que você quer aqui?”, esbravejou Melô.

Horrorizada com o que via, Eliana contou que agora trabalhava na Rede Record e Edir Macedo apresentara a ela a Igreja Universal. O motivo de sua visita era convidar Melocoton a acompanhá-la em um culto e buscar ajuda.

“Eu não preciso de ajuda!”, retrucou Melocoton, raivoso
“Melocoton, você já não tem mais dentes”
“Eu nunca tive dentes. Vá embora!”

Eliana se foi e Melocoton entrou em desespero pois sabia que não conseguiria se salvar sozinho. No meio da sala ele se ajoelhou, abriu os braços, olhou para cima e, encharcado pela chuva, gritou

“Outra goteira, nãããão!”, e pegou no sono implorando aos céus por uma segunda chance.

Melocoton foi acordado pela campainha. “Será a Eliana?”. Com os olhos marejados e um sorriso de esperança, correu até a porta e a abriu gritando “Naninhaaa”.

Era a imobiliária com o oficial de justiça.
Melocoton era agora um sem-teto.

Foram vários dias em situação de rua, passando fome, frio, correndo da polícia e sendo hostilizado por seus companheiros, que o chamavam de Tinky-Winky do crack.

OMG

oiean~

Esquizofrênico, maltratado pelo alcoolismo e pelas ruas, sua decadência culminou em Melocoton invadindo o esgoto de um castelo no centro da cidade de São Paulo, onde vive amigado a uma ratazana de nome Godofredo e passou a ser conhecido apenas como “Mau”.

melocotn_mau

uma lástima


Texto enviado originalmente (junto de outros) na newsletter Acelera Cometa! Para assinar e receber por e-mail, é só preencher o formulário na barra lateral do site

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