APOSTO

ontem desconfio que uma mulher me viu vê-la escrever uma prosa decidida, que aquilo não era verso e não era lista. não era lá também lugar de escrita, mas ela escrevia assim mesmo, jogada na poltrona da sala de estar forjada no meio do prédio de uma loja parada no tempo do centro do tédio da minha cidade, perfeitamente localizada no mais fundo cômodo da casa de escrever da mulher, que paira na sala acima da poltrona e abaixo do teto, entre as paredes, fora da loja, no centro do tempo de dentro dos seus óculos escuros, muito longe da cidade e de mim.

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ilustrações: Sara Andreasson

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